[Exclusivo] Depoimento de uma juíza que cria os filhos com guarda compartilhada

O blog Reconstruindo Histórias conseguiu, com exclusividade, um depoimento de uma juíza que cria os filhos com guarda compartilhada. Vale a pena conferir:

Há quatro anos atrás, resolvemos encerrar um casamento que já durava onze anos e a pergunta imediata que veio à minha mente e de meu ex-marido era uma só: como será o futuro dos nossos filhos?

Inicialmente, por orientação de nosso advogado, adotamos a guarda tradicional. Mas após dois meses, veio a surpresa, nosso filho mais velho externou o que lhe incomodava: “Fico mais tempo com um do que com o outro e não acho justo. Quero ficar o mesmo tempo com cada um, porque sinto saudades”.

Resolvemos, então, adotar a guarda compartilhada e hoje só temos pontos positivos a destacar. As crianças se sentem seguras com a presença constante de pai e mãe, o contato com as famílias do casal é mantido e a divisão da responsabilidade pela educação dos filhos permanece, de forma que não só o Amor, mas também o cuidado é sentido por nossos meninos.

Entendo que esta forma de guarda é mais recomendada para os casais que decidem se separar, mas deve ser adotada apenas quando ainda há espaço para o diálogo e o respeito subsiste entre os pais.

É preciso que pai e mãe ainda tenham condições de conversar abertamente entre si, colocando sempre em primeiro plano o bem-estar de seus filhos. Mágoas e desentendimentos oriundos da relação que terminou devem ficar à parte e ser equacionado intimamente ou através de processo terapêutico próprio.

Desta forma, todos têm a ganhar. O casal direciona sua vida pessoal e os filhos não se sentem abandonados: afinal, o que se encerrou foi o vínculo entre marido e mulher e, nunca, o de pai/mãe e filhos.

F.E.M, Juíza.

 

About The Author

Dani Teixeira

Formada e pós-graduada em algo que nunca lhe deu prazer. Conheceu o coaching, enfrentou um divórcio complicado, abandonou a advocacia no serviço público, fundou a Reconstruindo Histórias e passou a trabalhar apenas com o que ama: ajudar outras pessoas a reconstruírem suas histórias. Hoje é Master Coach, Analista Comportamental e Membro da SLAC – Sociedade Latino Americana de Coaching.

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