5 passos para acabar de vez com a culpa materna

Ah… a culpa! Nove entre dez mães sofrem desse mal. As razões podem ser das mais diversas possíveis, desde de coisas banais como “por que eu deixei minha filha ir com aquele penteado ridículo na escola“ até coisas mais sérias “será que eles vão ficar traumatizados com a separação?“… Certo é que até as mais bem resolvidas não escapam de uma certa culpa em algum momento.

Nós queremos o melhor para essas pessoinhas que colocamos no mundo e estamos constantemente nos cobrando horrores para acertar tudo na arte de criar um adulto feliz e saudável. Claro, que uma dose moderada de auto-crítica é super importante, mas passar a vida se torturando, só pensando em todas as coisas que poderiam ser melhores, não vai levar ninguém a lugar nenhum.

Aqui vão os 5 passos para acabar de vez com a culpa materna, quando ela estiver pesando demais no seu coração.

mãe pensativa

1. Decida se a coisa pela qual você está sentindo culpa, é de fato merecedora de tanto “remordimento”.

Tente ver as coisas em perspectiva. Coloque o foco no objetivo final que é criar adultos saudáveis, bacanas e capazes de irem atrás dos seus sonhos. Algumas coisas não fazem muita diferença a longo prazo e outras sim. Combinar de levar as crianças em um passeio no final de semana e não cumprir? Hummm… não parece muito legal… Deixar de ir em um passeio que as crianças vão fazer com o papai porque você prefere usar o sábado para cuidar de si mesma? Bem menos problemático, né? A pergunta chave que você deve fazer para você mesma é: Isso realmente vai afetar o desenvolvimento dos meus filhos?

E apenas mais um adendo: Esse tipo de culpa que sentimos porque deixamos de fazer uma coisa pelas crianças para fazer algo por nós, é bem recorrente… Lembre-se que cuidar de você é essencial para que você seja uma pessoa legal e consequentemente uma mãe legal também.

2. Esteja preparada parar desistir/desencanar de algumas coisas

Parece papo de perdedora, né? Mas não é. A verdade é que com tantas coisas para fazer (trabalhar, dar atenção ao marido, cuidar da casa, ficar bonitona e claro, ser uma super mãe) se nós não estivermos preparadas para “perder“ algumas batalhas de vez em quando nós vamos enlouquecer. Aceite de uma vez por todas que, infelizmente, não dá para ter tudo sempre. Hoje a casa vai ficar desarrumada mesmo, mas você vai brincar com as crianças. E enquanto as crianças são pequenas talvez não seja possível aceitar aquela promoção no trabalho que exige viagens constantes.

Esteja preparada para abrir mão de algumas coisas, e em vez de ficar se martirizando porque não dá para fazer tudo, mude o foco e tente aproveitar o sentimento bom que vem quando você tira alguma coisa da sua (interminável) lista de coisas para fazer e foca em uma coisa de cada vez. Para priorizar, ouça seu coração, se imagine bem velhinha… Quando você olhar para trás o que era importante de verdade ter feito na sua vida?

Family_jump

3. Não esqueça de que a grama do vizinho é sempre mais verde…

Pois é… porque será que o filho do fulano tem notas melhores, é melhor no futebol, tem mais amigos? Provavelmente porque a mãe do fulano está fazendo alguma coisa melhor que você, certo? Não necessariamente. Você e seu filho são pessoas diferentes, com vidas e histórias diferentes dos outros e lembre-se sempre que você está fazendo o melhor que você pode neste momento. Nem todas os pais transformam os quartos dos filhos em casa da árvore, nem todas as mães tem um talento incrível para fazer trabalhos artesanais com as crianças, nem todo mundo consegue chegar do trabalho no pique total para brincar com as crianças. Além disso, muito do que a gente vê e escuta por aí, simplesmente não é verdade.

Respire Fundo

4. Respire e pense antes de reagir

Uma das maiores fontes de culpa é brigar ou gritar com as crianças. Geralmente acontece naqueles momentos em que nós estamos no fim das nossas forças, e por alguma razão não tão importante o copo transbordou. Pouca coisa produz um sentimento mais horrível do que tratar mal as pessoas mais amadas e importantes (e inocentes!) da nossa vida. Pausar alguns segundos antes de reagir deveria virar um hábito. Se as coisas já não estão bem com a gente, depois perder a cabeça com as crianças, vai com certeza ficar tudo pior. Invente uma estratégia que funcione para você, contar até 10, se trancar no banheiro por 5 minutos, fechar os olhos e se imaginar numa praia deserta… Existe grande sabedoria entre esses segundos entre a ação do seu filho e a sua reação. 

5. Desenvolva estratégias para combater culpas recorrentes

Existem culpas que a gente sempre sente. A mãe que trabalha muitas horas na semana, se sente culpada porque não está muito com os filhos. Uma outra mãe que só come besteira, se sente culpada por estar passando os maus hábitos para as crianças. Já uma outra vive batendo boca com o marido na frente dos filhos e sente péssima depois.  Às vezes, a culpa pode ser um sentimento poderoso, capaz de promover reflexões e mudanças. Se existe uma culpa que você toda hora sente, talvez seja a hora de encará-la de frente e tentar promover uma transformação radical.

Adaptação: Blog Tudo Sobre Minha Mãe

Este texto é uma adaptação desses dois textos aqui: How To Get Rid of The “mommy guilty” Once and for All e The Seven Principles of the Mommy Guilt-Free Philosophy 

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About The Author

Dani Teixeira

Formada e pós-graduada em algo que nunca lhe deu prazer. Conheceu o coaching, enfrentou um divórcio complicado, abandonou a advocacia no serviço público, fundou a Reconstruindo Histórias e passou a trabalhar apenas com o que ama: ajudar outras pessoas a reconstruírem suas histórias. Hoje é Master Coach, Analista Comportamental e Membro da SLAC – Sociedade Latino Americana de Coaching.

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