Dez atitudes erradas de quem quer salvar um relacionamento

Os sinais de que um relacionamento não está indo bem podem ser ameaçadores para algumas pessoas, que rapidamente se desdobram para reverter o cenário.

Algumas medidas, entretanto, podem ser mais danosas do que saudáveis para se conseguir o que quer, conforme os exemplos a seguir.

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FAZER PROMESSAS QUE NÃO PODEM SER CUMPRIDAS: ao discutir uma relação que não está indo bem é muito comum que surjam acusações e críticas sobre comportamentos um do outro. Segundo o terapeuta familiar e de casal Luciano Passianotto, de São Paulo (SP), ambos devem refletir sobre as reclamações, mas devem evitar promessas de concessões, mudanças de atitude ou de opinião quando se sabe que não podem ser cumpridas. “É uma solução temporária que não resolve a crise. Apenas causará mais dor e tornará as coisas ainda mais complicadas em um futuro próximo”, diz.

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USAR A SEDUÇÃO PARA PRENDER O PAR: na tentativa de resgatar uma intimidade ou cumplicidade abalada, alguns homens e mulheres tentam resolver problemas na cama. Lingeries novas, flores, bilhetes eróticos ou românticos… São vários os artifícios para criar um clima sedutor que, na maior parte das vezes, provoca apenas constrangimento, principalmente se as questões que os dois precisam resolver não têm absolutamente nada a ver com sexo. “Mesmo que a transa aconteça e seja muito boa, dificilmente será suficiente para recolocar a relação nos trilhos. A química entre um casal pode existir e persistir apesar das desavenças no dia a dia, mas não irá fazê-las desaparecer. Em algumas circunstâncias, um ou outro pode até se sentir usado”, afirma Cleide Vieira, terapeuta de casal do Rio de Janeiro (RJ).

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NÃO DAR ESPAÇO AO OUTRO: para o terapeuta familiar e de casal Luciano Passianotto, quando uma relação está em crise, é melhor evitar uma urgência exagerada na resolução dos problemas, pressionando demais o parceiro por posturas e decisões imediatas. “Alguns pontos precisam de tempo para serem digeridos, para que se possa decidir sobre eles. Às vezes, querer um pouco de espaço para ficar só não significa estar escapando da relação. Ficar em cima buscando influenciar as decisões do outro o tempo todo pode prejudicar mais do que ajudar”, observa.

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TOMAR ATITUDES SEM AVISAR O PAR: se o relacionamento está em crise, mas não acabou, vocês continuam a se considerar um casal, certo? Então nada mais desgastante para uma situação já complicada do que tomar certas medidas (doar objetos ou colocar a casa à venda, por exemplo) sem comunicar o par, mesmo que estejam dando um tempo e temporariamente não vivam sob o mesmo teto. “Mesmo que você considere as atitudes positivas para ambos, o parceiro deve ser consultado. Caso contrário, haverá conflito. Lembre-se: autoritarismo não ajuda a relação a se salvar”, fala a psicóloga Ana Maria D’Alessandro de Camargo, de São Paulo (SP).

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ACEITAR PREMATURAMENTE O FIM: ficar aturdido com a percepção ou constatação de que algo não está indo bem na relação, e com isso deixar de fazer as coisas do cotidiano e de se cuidar, é uma atitude derrotista. Ainda que sua intenção seja a de deixar o par à vontade para repensar o relacionamento e de demonstrar descontentamento, desistir antes de a batalha realmente estar declarada só levará você de encontro ao que não deseja. “As pessoas gostam de ter alguém ao lado que saiba se cuidar e dê conta de si. Não é fácil segurar a própria onda, imagine ter que segurar a do outro”, diz a psicóloga Ana Maria D’Alessandro de Camargo.

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QUERER TER UM FILHO: para o terapeuta familiar e de casal Luciano Passianotto, acreditar que um filho pode salvar um relacionamento pode fazer sentido, já que ambos terão algo em comum para compartilhar, mas, na prática, esse novo elo pode não ter efeito ou ter um efeito contrário na relação do casal. “Muito da energia do casal passa a ser direcionada à criança e não ao relacionamento, tornando-os ainda mais afastados quando a relação já não vai bem. Um filho é uma das mais importantes decisões na vida das pessoas e deve ser o centro dessa decisão, não um relacionamento”, declara.

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FORÇAR UMA TERAPIA QUANDO O OUTRO NÃO QUER: a terapia é uma técnica muito eficiente para ajudar o casal a atravessar uma crise ou aprender a se comunicar melhor, já que o profissional enxerga os conflitos sob um ponto de vista neutro e conta com várias ferramentas para ajudar os dois a se entenderem. No entanto, ambos precisam estar dispostos a participar e a encará-la com seriedade. “Quando só um se compromete e expõe os problemas, e o outro se fecha ou, pior, ridiculariza ou atrapalha o processo, o risco das brigas aumentarem é grande”, fala a terapeuta de casal Cleide Vieira, do Rio de Janeiro (RJ). Salvar um relacionamento deve ser uma decisão do casal, nunca uma imposição de um dos lados.

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ENVOLVER AMIGOS E PARENTES NA SITUAÇÃO: Amigos e parentes são importantes para dar suporte emocional nos momentos difíceis da vida, mas envolvê-los em decisões ou pedir que intervenham em questões do seu relacionamento coloca todos em uma posição desconfortável”, afirma o terapeuta familiar e de casal Luciano Passianotto. Além disso, dificilmente essas pessoas terão uma posição neutra diante das circunstâncias, mesmo sem acompanhar de perto a vida do casal. Culpa, vergonha e sensação de dever acabam permeando as decisões, o que definitivamente não são as questões mais importantes quando se decide sobre um relacionamento.

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NÃO CONVERSAR ABERTAMENTE: de acordo com o psicólogo clínico e coach João Alexandre Borba, de São Paulo (SP), não falar claramente sobre quais são as expectativas de cada um para o relacionamento é um erro grave. Em muitos casos, as pessoas discutem sobre o que atrapalha o romance ou o que gostariam que o parceiro mudasse em sua maneira de ser, mas nunca sobre o que esperam dos rumos da relação. “Às vezes, cada um pensa uma coisa completamente diferente do outro. É preciso esclarecer isso, alinhar as expectativas e torná-las compatíveis. É difícil manter um relacionamento saudável quando cada uma das partes deseja coisas distintas”, diz o especialista.

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ASSUMIR CULPA PELO QUE NÃO FEZ: ir contra seus princípios ou assumir a responsabilidade por erros do outro para salvar um relacionamento coloca a pessoa em uma situação de passividade e conflito consigo mesma. “O preço por conseguir manter a relação dessa forma é muito alto. E essa atitude abre caminho para o par sentir que pode levar o casamento sem a consideração adequada, o que piora as coisas ao longo do tempo”, explica o terapeuta familiar e de casal Luciano Passianotto.

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Autora: Heloísa Noronha, via Portal UOL.

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About The Author

Dani Teixeira

Formada e pós-graduada em algo que nunca lhe deu prazer. Conheceu o coaching, enfrentou um divórcio complicado, abandonou a advocacia no serviço público, fundou a Reconstruindo Histórias e passou a trabalhar apenas com o que ama: ajudar outras pessoas a reconstruírem suas histórias. Hoje é Master Coach, Analista Comportamental e Membro da SLAC – Sociedade Latino Americana de Coaching.

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